Qua. Ago 21st, 2019

Venezuela. EUA congelam bens de chefe da diplomacia e de juíza apoiante de Maduro

O Ministro dos Negócios Estrangeiros da Venezuela, Jorge Arreaza, já reagiu, na sua conta pessoal da rede social Twitter, dizendo que este tipo de atitudes por parte dos EUA lhe dá ainda “mais força”

governo dos EUA impôs nesta sexta-feira sanções contra o chefe da diplomacia da Venezuela, Jorge Arreaza, e contra a juíza Carol Padilla, a quem acusa de estar envolvida na detenção do chefe de gabinete de Juan Guaidó. Como consequência destas sanções, os bens destes dois venezuelanos nos EUA ficam congelados e estão proibidos de fazer transações financeiras com entidades norte-americanas.

O ministro dos Negócios Estrangeiros da Venezuela, Jorge Arreaza, já reagiu, na sua conta pessoal da rede social Twitter, dizendo que este tipo de atitudes por parte dos EUA lhe dá ainda “mais força”. Arreaza tinha estado quinta-feira na sede das Nações Unidas, em Nova Iorque, onde interveio em nome do Movimento dos Não Alinhados, perante a Assembleia Geral da ONU. Quando começou a sua intervenção, os representantes do Grupo de Lima e vários representantes de países europeus abandonaram a sala, em sinal de protesto

O anúncio das sanções partiu do secretário do Tesouro norte-americano, Steven Mnuchin, através de um comunicado, onde se lê que “os EUA não permanecerão impassíveis perante o regime ilegítimo de Maduro, que priva o povo venezuelano da sua riqueza”.

As sanções aplicam-se ainda à juíza Carol Padilla, que o governo norte-americano acusa de ter tido uma participação ativa na detenção de Roberto Marrero, chefe de gabinete do autoproclamado Presidente interino da Venezuela, em 21 de março, pelos serviços de inteligência. Marrero foi acusado pelo governo de Nicolas Maduro de liderar uma célula terrorista que planeava ataques destinado a causar o caos no país.

Nesse dia 21 de março, o enviado especial dos EUA à Venezuela, Elliott Abrams acusou Carol Padilla de ter tido parte ativa na detenção de Marrero.

Os EUA foram o primeiro país a reconhecer Juan Guaidó como Presidente interino da Venezuela e têm tomado várias medidas e aplicado várias sanções, para pressionar o governo de Maduro a aceitar a marcação de eleições livres e democráticas.

Fonte: Agência Lusa /Expresso

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