Qua. Ago 21st, 2019

Governo de Nicolás Maduro acusa União Europeia de ser parcial

O Governo venezuelano acusou hoje o União Europeia (UE) de ser parcial ao questionar a atuação dos organismos do país para combater crimes de legitimação de capitais e financiamento do terrorismo.

Em causa está uma declaração emitida na quinta-feira, em que a UE condena a “decisão ilegal” das autoridades da Venezuela de impedir o opositor e presidente da Assembleia Nacional, Juan Guaidó, de exercer cargos públicos durante um período de 15 anos.

Controladoria-Geral da República (CGR) de desqualificar o presidente da Assembleia Nacional [parlamento], Juan Guaidó, de ocupar cargos públicos durante 15 anos”, referiu uma nota informativa do bloco comunitário, atribuída à chefe da diplomacia europeia, a italiana Federica Mogherini.

O presidente do parlamento venezuelano e também autoproclamado presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó, passou a estar, desde quinta-feira, impedido legalmente de exercer qualquer cargo público, durante 15 anos, por decisão da CGR.

Segundo o controlador-geral da Venezuela, Elvis Amoro, há suspeitas de que Juan Guaidó “ocultou ou falseou” dados da sua declaração de património e recebeu dinheiro de instâncias internacionais e nacionais sem justificar.

Numa conferência de imprensa em Caracas, o controlador-geral sustentou que Guaidó “tem usurpado funções públicas e cometido ações com governos estrangeiros que prejudicam o povo da Venezuela e o seu património público” e que atentam contra “a estabilidade democrática e a ordem constitucional da República”.

A Venezuela encontra-se mergulhada numa crise económica, social e política que se agudizou no início deste ano, quando, em 10 de janeiro, Nicolás Maduro tomou posse como Presidente da Venezuela, para cumprir um segundo mandato de seis anos, após umas eleições não reconhecidas pela oposição e pela maior parte da comunidade internacional.

No mesmo mês, o presidente do parlamento venezuelano e líder da oposição, Juan Guaidó, autoproclamou-se presidente interino do país, com a intenção de, a breve trecho, convocar “eleições livres e transparentes”.

Fonte: Agência Lusa

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *