Dom. Nov 17th, 2019

Lebanese Prime Minister Saad Hariri speaks during the opening ceremony of the new building of the European Union delegation to Lebanon in the capital Beirut, on February 26, 2019. (Photo by WAEL HAMZEH / POOL / AFP)

Líbano tenta melhorar clima de investimentos

Órgão da ONU fez recomendações ao país árabe para adopção de medidas que impulsionem investimento estrangeiro directo. Governo está disposto a adoptá-las.

A Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (Unctad) fez uma série de recomendações ao Líbano para que o país impulsione a entrada de capital estrangeiro em sectores chaves da economia. A Unctad é o órgão das Nações Unidas que promove a integração dos países em desenvolvimento à economia mundial.

Notícia sobre o tema foi publicada no site da Unctad nesta quinta-feira (7) e diz que a revisão da política de investimentos do Líbano foi discutida na ONU em Genebra, no mês de Dezembro, e apresentada oficialmente em Beirute, capital libanesa, na quarta-feira (6) pelo ministro da Informação do Líbano, Jamal Jarrah, em nome do primeiro-ministro, Saad Hariri (foto acima).

O país recebeu US$ 2,62 biliões de investimento estrangeiro directo (IED) em 2017, depois de US$ 2,61 biliões em 2016 e US$ 2,35 biliões em 2015. No ano anterior, em 2014, o volume de capital estrangeiro investido foi de US$ 2,9 biliões. Em 2013 foram US$ 2,66 biliões em IED e em 2012 US$ 3,1 biliões, segundo relatório da Unctad sobre os fluxos de investimentos mundiais.

A Unctad ressaltou em sua revisão que os setores imobiliário e de construção foram os que mais receberam IED e cresceram nesse recebimento nos últimos anos. Segundo o organismo, as entradas de capital estrangeiro na produção impulsionaram a criação de empregos e a expansão de novos sectores da economia, como tecnologia da informação e indústria 4.0.

O organismo ressalta, porém, que apesar o forte sector privado libanês, da força de trabalho qualificada, grande diáspora do país e da localização estratégica, o Líbano enfrenta desafios económicos e sociais. Segundo a Unctad, os gargalos regulatórios e institucionais afectam as perspectivas de diversificação de IED e, consequentemente, o impacto do desenvolvimento local.

A Unctad sugere medidas para corrigir os problemas regulatórios, a remoção de restrições à entrada de investidores e o combate ao alto nível de concentração do mercado com a adopção de uma estrutura de concorrência. Outra recomendação é a implementação da governação electrónica, que é o uso de tecnologia para entrega de serviços e produtos do governo aos cidadãos e empresas.

O organismo da ONU se mostrou disposto a fornecer assistência ao Líbano na área, com apoio ao empreendedorismo, à melhora dos quadros legais para concorrência e defesa do consumidor e à capacitação – inclusive na alteração das leis de investimentos.

Hariri endossou as recomendações da Unctad e afirmou que o país trabalhará para implementar as medidas recomendadas e impulsionar o investimento estrangeiro directo. O governo está “comprometido com a mudança”, segundo o primeiro-ministro. Jamal Jarrah afirmou que as reformas serão implementadas para o crescimento económico e a geração de empregos, especialmente entre os jovens.

Fonte: ANBA

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